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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ESTAR DESPERTO

Um trecho do excelente livro “Vazio Luminoso” de Francesca Fremantle.

"Um ser vivente é uma combinação temporária de vários elementos, sempre mudando, assim como um rio é composto de incontáveis gotas de água, nunca permanecendo estático mesmo pelo menor momento imaginável de tempo. 

O sentido de continuidade que temos dia após dia, que experimentamos como um estado estático de ser, é na verdade um processo dinâmico, um fluir contínuo. Simplesmente não há necessidade de um ser, funcionamos perfeitamente bem sem ele. Nós somos esse fluir, a dança da vida, sem fixação ou solidez. Não precisamos procurar por alguém atrás disso.Ao mesmo tempo, existe uma verdade profunda em nossa busca por uma essência. Nossa essência é a potencialidade para a iluminação, “tathagatagarbha” em sânscrito, o embrião do buda, muitas vezes chamado de a natureza de buda. 

Assim que essa potencialidade começa a se manifestar, é conhecida como “bodhichitta”, o coração ou mente que desperta. De início, como bodhichitta relativo, ela é a aspiração em direção a iluminação para si e para todos os seres; finalmente, como bodhichitta final, é o próprio estado de estar desperto, o coração e a mente finalmente despertos.

O todo da existência não é nada mais que a natureza onipresente de buda. Ainda assim, falar da natureza de buda, mente de buda, buda primordial e assim por diante pode mais uma vez dar a impressão de algum tipo de substância ou entidade, quando na realidade isso está completamente além de todos os conceitos e não pode ser descrito por qualquer analogia.

É a condição de estar desperto: o estado budico, de despertar, da vigília. Não pode pertencer a ninguém; não é seu ou meu, mesmo que algumas vezes falemos vagamente dessa maneira. Realiza-se pelas pessoas individuais e se manifesta através das pessoas individuais e se manifesta através das pessoas individuais, no entanto não é pessoal ou individual..
mandala_kalachakra_jpg 

A dificuldade é que não podemos evitar pensar nisso como sendo nosso, e portanto distorcê-lo completamente.
Neste ponto vamos de encontro ao aspecto prático e emocional do que significa o ser: não é apenas um princípio abstrato, mas alguma coisa que nos toca muito profundamente. Nós instintivamente pensamos “esta é a minha natureza de buda” ou “este é o meu ser verdadeiro” sem abrir mão realmente do ser limitado, pessoal.
Ainda assim, não somos apenas nada. Não desaparecemos quando entramos na ausência de ser. Acreditar nisso seria niilismo, uma visão que o Buda condenava. Ele disse inclusive que o niilismo era mais difícil de superar do que o extremo oposto de acreditar em um ser eterno. Quando o ser é transcendido, a presença ainda está lá, o mundo ainda está lá, e a experiência ainda está lá. Alguém tem de estar lá para comunicar a verdade, para manifestar o amor e a compaixão, e para realizar atividades iluminadas.
(…) Portanto o grande ser transcende tanto o ser quanto a sua negação; ele passa completamente além do alcance de nossas concepções ordinárias de ser e de não ser. É uma condição de total paradoxo, que a mente conceitual, dualista, não consegue abranger.”


 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Despertar Dimensional





O despertar da consciência do homem para o mundo dimensional, por vezes toma um caminho tão imprevisível, que se quer nos damos conta que acordamos para uma nova vida, onde nem a ciência se atreve ir tão longe e por muitas vezes se limita a pesquisar.



Passei minha vida numa busca permanente de explicações sobre o mundo, sobre a vida e sobre a nossa existência.



De uma educação religiosa e conservadora, vivendo num mundo conservador e restrito as explicações de pouco nexo para as respostas que procurava, passei radicalmente a uma visão materialista do mundo, onde apenas o enfoque cientifico (limitado), poderia me dar às respostas tão questionadas nos fundamentos religiosos, que não mais me satisfaziam.



Contudo, mesmo em minha fase de ateu convicto e radical, a ciência ainda não me dera as respostas que procurava, sequer explicava as vozes que por vezes escutava em meus ouvidos, e que numa interpretação seguindo preceitos científicos, seriam sinais de uma eminente loucura.



Despertado pelo interesse da descoberta, tornei-me mais flexível e receptivo ao mundo religioso e espiritual, buscando fugir de ambos os radicalismos vividos até então.



Já em idade adulta, interessei-me pelo espiritismo, pois alem das vozes, visões de um mundo paralelo tornaram-se constantes, e parte desses mistérios, a doutrina espírita conseguia explicar de uma forma lógica e plausível.



Estava apenas engatinhando em conhecimentos e respostas para tantas perguntas.



Já casado há cinco anos e com um filho que a vida inesperadamente me trouxe, vivi momentos como todo homem normal vive em família, com momentos de alegrias, tristezas, discussões, problemas pessoais, financeiros, enfim, tudo o que qualquer família "normal", conforme os padrões que vivemos, passam em seu dia a dia. Exceção aos padrões normais, somente minha sogra. Pessoa de grande sabedoria e energia espiritual extremamente desenvolvida, mas que porem vivia em devaneios (segundo minha visão) mergulhada em estudos e contatos ufológicos, através de um grupo que se reunia regularmente em uma fazenda no Mato Grosso do Sul, chegando ao ponto de transferir-se para Rochedo, para estar mais próxima ao seu grupo de estudos.



Mas isso muito pouco influenciava minha vida. Até porque, sempre se mostrou muito compreensiva e uma conselheira valorosa nos momentos difíceis. Isso até o final de 2008.



Foi em uma visita no mês de dezembro de 2008, que surgiu a idéia de levar meu filho a uma temporada de férias, merecidas por sinal. Dia 26, logo após o Natal, seguiram viagem.



Seguindo o combinado, Ana Paula (minha esposa), seguiu o mesmo destino no dia 16 de janeiro, para passar aproximadamente uns 20 dias e retornar com nosso filho. Mas essa viagem, transformou totalmente nossas vidas.



Os 20 dias inicialmente previstos, transformaram-se em 45 dias, e o retorno de ambos, foi marcado por uma enorme transformação. O retorno ocorreu no dia 24 de fevereiro (terça-feira de carnaval). As novidades eram muitas, de dentre elas, relatos de contatos feitos na tal fazenda com extraterrestres, historias fantásticas de seres dimensionais, etc.



Tudo foi muito repentino, e a forma como se estava sendo exposta, me levava a crer que minhas visões e vozes, não passavam de mero amadorismo de loucura.



Cabe ressaltar, que não apenas o retorno (cheio de loucuras e delírios), mas também por outros fatores paralelos e de ordem espiritual, depois descobertos, nossa separação era eminente e sem possibilidade alguma de conciliação possível. O convívio tornava-se cada vez mais insuportável. Ninguém abria mão de suas convicções, eu muito menos. Para mim tudo não passava de um delírio coletivo.



Apesar das divergências, jamais me opus a que ambos continuassem a freqüentar reuniões, seminários e atividades do tal grupo. Porem, contestava veementemente.



Contudo, sempre fui uma pessoa interessada a leitura e informações. Nesse período conturbado, dediquei-me a leitura de livros, apostilas e sites sobre o assunto. Principalmente sobre o grupo que freqüentavam, "Projeto Portal". Mas a cada nova informação pesquisada, mais me convencia que estava correto em minhas interpretações. Nada e ninguém parecia mudarem meus conceitos e minhas convicções sobre o tema.









A Luz do Despertar







Mas o Despertar acaba ocorrendo da forma mais inesperada e surpreendente possível.



Certa noite despertei de meu sono. Dirigi-me ao banheiro de meu quarto, uma peça simples ampliada do projeto original da casa. Ao final da peça, uma janela tipo basculante, que dá para os fundos da residência. Ao me aproximar da janela, uma luz branca muito fina, veio do alto da janela (do lado de fora) e atingiu a altura do meu peito. Nada de anormal se manifestou em meu corpo. Como reação instintiva, olhei para fora na busca de alguma coisa que poderia ter originado tal fenômeno. A noite estava absolutamente tranqüila, nada de nuvens, nem lua. Tudo calmo. Apesar de achar estranho, não me preocupei com o fato. Apenas me dirigi novamente ao quarto e retomei meu descanso.



Ao acordar pela manhã, tudo estava normal, a não ser pelo fato de me encontrar mais tranqüilo em relação a todos os problemas que estava passando.



O deslocamento de mais ou menos 8 km entre minha casa e o trabalho, sempre foi para mim o momento de reflexão onde inicia meu desligamento dos problemas pessoais e começo a me conectar ao trabalho. Naquela manhã, minha mente estava desconectada de ambos os problemas. Percorri o trajeto observando um pouco mais tudo o que estava a minha volta. Confesso que passei meu dia um tanto desconectado do trabalho, e por incrível que pareça, questionando meus conceitos relativos ao Projeto Portal. Tentei por várias vezes naquele dia criar objeções sobre meus pensamentos agora contraditórios a tudo o que se referia ao "Projeto". Mas quando menos percebia, lá estava eu justificando o mundo e minha existência sob a ótica do "Portal", que tanto combatia.



Era o inicio de um entendimento e de um encontro de mim mesmo. Hoje tenho bem claro o sentido da minha existência. Se não tenho uma explicação lógica pela luz que atingiu meu peito, tenho o entendimento do seu objetivo. Pois ela abriu meus olhos para a verdade do mundo e das respostas que tanto procurava.



Hoje sou mais uma das milhares de pessoas que acreditam e divulgam os trabalhos do Projeto Portal.



Luís Antônio Tedesco - Gravataí RS