quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Disco Dourado da Lemúria

A antiga civilização da Lemúria possuía um objeto poderoso e sagrado que, muitos anos após o desaparecimento do continente, veio parar na América do Sul.

Ubiratan Schulz

Quando foi publicada a Sexto Sentido 27, muito me perguntaram sobre os sobreviventes de Mu, os seres altamente espiritualizados que, prevendo o afundamento do continente conhecido como Lemúria – porção final da grande massa de terra que chamamos Mu –, logo se apressaram em se estabelecer em outros locais mais seguros. Afinal, após os cataclismos, o que teria acontecido com eles, que caminho seguiram e onde estão hoje?
Como já sabiam o que iria acontecer, os sábios de Mu trabalharam sem o conhecimento da maioria das pessoas e iniciaram a coleta de preciosos registros e documentos em todas as bibliotecas. Posteriormente, seres escolhidos se dirigiram a diferentes partes do mundo para colocar essas obras a salvo e fundar escolas que preservassem o conhecimento científico e cultural. A princípio, essas escolas deveriam permanecer em segredo para os habitantes de todo o mundo, bem como suas reuniões e ensinamentos.
Nossa história começa quando um poderoso e sagrado objeto, o Disco do Sol, até então mantido no Sagrado Templo da Divina Luz, na Lemúria, é colocado a bordo de uma das aeronaves da época, em forma de agulha de prata (aeronave de carga e não de passageiros), e é levado para uma montanha da América do Norte conhecida até hoje como Monte Shasta. O Disco de Ouro ficava suspenso por cordas de ouro puro em uma das paredes no maior dos templos da Divina Luz, na metrópole de Mu. Aos seus pés existia um altar, que era um pilar esculpido em rocha sólida e onde ardia uma eterna e branca luz, a divina e ilimitada Luz da Criação. Essa chama se apagou quando o Disco foi removido.
O Disco era muito mais do que um objeto de adoração pura e simples, ou uma representação simbólica do sol. Era também um instrumento científico, e o segredo de seus poderes era oriundo de um passado ainda mais remoto, do tempo da raça antiga. De certo modo, pode ser considerado como um objeto de adoração, pois era usado no templo durante os rituais como foco ou ponto de concentração para aqueles que desejavam meditar. Servindo como uma representação do Grande Sol Central (Sol Cósmico que simboliza o Criador), como instrumento científico era utilizado em conexão com um complexo sistema de espelhos de ouro puro, refletores e lentes, a fim de tratar os corpos dos que haviam estado no interior do templo. Na realidade, era daí que vinha o nome de Templo da Divina Luz.
Além de todas essas funções, o Disco era o ponto focal para a concentração de uma qualidade dimensional e, ao ser tocado por um dos sacerdotes, emitia uma determinada vibração que poderia até mesmo provocar terremotos e maremotos e, se fosse prolongada, produziria modificações na própria rotação do planeta. Quando uma pessoa sintonizasse uma determinada freqüência, a vibração do Disco poderia transportá-la para onde quer que ela desejasse, comandada apenas pela imagem mental do interessado. Portanto era também um equipamento para transporte, feito de ouro translúcido similar ao metal, que permitia que se visse por dentro – qualidade que é comum na descrição dos discos voadores.
Quem já assistiu ao filme e ao seriado Stargate (1994) sabe do que estou falando. Quando os protagonistas encontraram um grande disco perto da pirâmide de Gizé, nem imaginavam o que os esperava. Seria apenas um filme, ou os escritores teriam copiado a vida real? No filme, quando o disco é conectado, o seu interior torna-se translúcido, como se fosse água. Assistam e dêem a sua opinião.

Sinais em Gobi
Um livro sagrado chinês chamado Shan-hai Ching nos relata, em um dos mais antigos tratados de geografia, O Clássico das Montanhas Orientais, detalhes sobre os altos picos que são repositórios de energia na Terra, local em que um disco sagrado é guardado desde tempos mitológicos por seres fantásticos. Aí aparece pela primeira vez a figura da venerada deusa Kuan Yin, ou Kuan Shih Yin, a guardiã do Disco nos primeiros tempos, a deusa da compaixão e do amor, cujo nome significa ‘aquela que dá ouvidos aos prantos do mundo’, filha de Avalokiteshvara (nome em sânscrito). A história diz que ela mora em uma alta montanha com o cume branco, de nome P’u T’o Shan, ou P’u-t’o-lo-k’a (do sânscrito “Potala”, cujo significado nada mais é que ‘o Paraíso de Kuan Yin’).
Em várias representações, a imagem dessa deusa é encimada por dois discos: os discos do Sol e da Lua. Ou então leva em seu peito um disco brilhante preso em uma corrente. Às vezes, leva em suas mãos um vaso de “orvalho doce” e uma jóia chamada “jóia da realização”, que nada mais é do que um Kamandalu onde repousa o néctar divino, o amrita, a bebida da imortalidade, a Água da Vida; e a jóia é a sagrada pedra Chintamini (leia Sexto Sentido 18, Santo Graal – O Misterioso Cálice de Cristo).
Um dado importante é a história de uma raça branca e européia que habitou o sul do deserto de Gobi, cuja capital se chamava Karakota. Essa cidade foi explorada por um arqueólogo russo, o professor Kosloff, que encontrou uma tumba, debaixo de quinze metros de rochas, pedregulhos e areia, na qual se encontraram lindos objetos. Sua descoberta foi publicada na revista American Weekly, e numerosas fotos revelam-nos uma pintura em seda com uma mulher parecendo uma deusa ou rainha, trazendo na cabeça o Disco do Sol de Mu. Esse império teve seu apogeu por volta de 14 mil anos atrás, alcançando um alto nível de civilização. E, se temos algo a pensar, é: de onde eles vieram? Antigas fontes tibetanas, chinesas e indianas apontam para Mu.
Essa cidade, habitada pelos uigurs caucasianos, foi tomada pelos mongóis de Gengis Khan (Gengis Kha Khan), o Imperador de Todos os Homens, como era chamado, ou simplesmente Temugin (‘o aço mais fino’). Depois, foi governada por Kublai Khan até os chineses marcharem, tomarem a cidade e arrasarem-na até a última pedra. Portanto, boa parte da história foi perdida.

Novo Mundo
Voltando ao Novo Mundo, em 1967, Manfred Metcalf encontrou um retângulo de arenito com pouco mais de vinte centímetros quadrados e, ao limpar a pedra, deparou-se com algo parecido a um pictograma, ou seja, uma seqüência de triângulos e círculos, além de linhas curvas e retas. Levou a pedra à cidade vizinha de Columbus, Geórgia, e mostrou-a a Joseph Mahan, historiador e arqueólogo do Museu de Artes e Ofícios.
Mahan, especialista em etnologia dos índios americanos, ligou a história à dos índios yuchi, que asseguravam ter sua origem em uma tribo bastante antiga pertencente a uma grande civilização espalhada por todo o mundo. Esses índios diziam: “Viemos como o sol chegou e fomos como o sol se foi”. Hoje sabemos que mais tarde eles migraram para o sul, como contaremos a seguir. Será que eles se referem ao Disco, sua chegada ao Monte Shasta e, depois, sua mudança para outro local, quando acompanharam o Disco?
Parte do famoso Livro de Mórmon é um relato tirado das placas de Nefi e foi escrito, ou melhor, traduzido das placas originais pelo profeta Joseph Smith. É um resumo dos anais do povo de Nefi e dos lamanitas, e cita três classes de placas de ouro encontradas em 1827, perto da vila de Manchester, condado de Ontário, no estado de Nova York, guardadas em uma caixa de pedra. Então, temos uma prova de que antigos textos foram guardados num passado remoto, bem como objetos e relíquias (frontispício do Livro de Mórmon).
Quando antigos exploradores começaram a chegar perto das Montanhas Rochosas, os guardiões do Disco de Ouro removeram-no para outra cadeia de montanhas na costa oriental da América do Sul, na antiga cidade de Tiahuanaco, na Bolívia – na época, um porto magnífico, de consideráveis proporções e de grande importância. Durante as mudanças geológicas que se seguiram, a cidade teve seu nível elevado até ver formado o lago Titicaca, hoje o mais alto lago navegável do mundo, a cerca de quatro mil metros acima do nível do mar. Às margens desse lago, na margem norte (peruana), foi construído um mosteiro, conhecido como Mosteiro da Irmandade dos Sete Raios, Vale da Lua Azul, ou Irmandade dos Iluminados.

O Disco Escondido
Esse templo subterrâneo foi utilizado pelos Estudantes da Vida, mestres, santos e sábios de todas as escolas, a fim de que pudessem ser transportados, para ir e vir, para se assentarem no Conselho dos Anciões ou para participarem de uma cerimônia qualquer. Quando os incas chegaram ao Peru, uma vez que nada tinham com os índios quíchuas, relatavam que também seus antepassados tinham vindo do oeste, além do grande oceano. Seus sacerdotes construíram o seu Templo do Sol exatamente acima de uma grande estrutura bem mais antiga. De antigos registros, sabiam da existência do Disco do Sol, de sua remoção para a nova terra e da construção do santuário.
Após sua chegada, os incas procuraram pelo Disco por um longo tempo, mas sem sucesso. O local onde ele estava guardado somente lhes foi revelado quando atingiram o ponto exato na “vereda espiritual” que lhes permitia utilizar o Disco em benefício de todo o povo, tal como fora usado em Mu. Foi então transferido para o Templo do Sol, em Cusco. Lá, o Disco foi colocado num local especial, suspenso por cordas de ouro, tal como na antiga Lemúria, e até hoje os orifícios por onde essas cordas passavam podem ser vistos no Convento de São Domingos, em Cusco, construído sobre as ruínas megalíticas do Templo do Sol.
Havia também templos menores com altares dedicados à lua, aos planetas e aos sete raios. A Irmandade dos Sete Raios tornou-se líder, como uma força espiritual na vida desse povo, utilizando os antigos registros deixados pelos mestres. O Disco permaneceu com os incas até que o conquistador Dom Francisco Pizarro desembarcou no Peru. Sabendo bem o que iria acontecer e sem pensar duas vezes, removeram o disco de Cusco e levaram-no para um local secreto. Conta uma lenda que um padre jesuíta chegou a ver o Disco, levando imediatamente a notícia aos conquistadores. Todavia, quando lá chegaram, só encontraram o prédio vazio. 
Tempos depois inúmeras expedições foram realizadas pelos espanhóis, sem nada encontrar. Primeiro, os incas transferiram-no para um local que, hoje, sabemos que ficava no alto dos Andes, acima de um lago transparente que refletia tanto a luz do sol como o reflexo do Disco, que estava em um prédio um pouco acima. Será que é daí que vem a lenda do lago dourado, o El Dorado? Ao avanço dos conquistadores, transferiram de novo para onde está guardado até hoje, bem no interior da floresta amazônica, em um santuário abaixo de uma grande edificação também muito antiga e coberta pela exuberante vegetação.

Novas Revelações
Já lhes falei da herança deixada aos homens nas espessas matas da Amazônia, uma floresta sagrada, herança que fica além da mais louca imaginação. Nas antigas câmaras subterrâneas será encontrado um conhecimento científico para ser usado no futuro; segredos de um passado remoto mudarão a história e a ordem das coisas. Os alunos que lá se encontravam foram então transferidos para o Himalaia, que é o contraponto do Peru, locais semelhantes a tal ponto que fotografias tiradas de um lado do mundo são tomadas pelo outro com muita facilidade. Como hoje já sabemos que os conhecimentos estão retornando ao Novo Mundo – não à América do Norte, como estava primeiro destinado, mas à América do Sul –, esperamos que em um futuro próximo o Disco Dourado possa voltar a funcionar como antes.
Só depende de nós expandirmos nossa consciência, meditarmos muito para transformar o Brasil na terra do futuro. Vários seres chegam de diversos lugares para esta missão, amigos da Grande Fraternidade Branca, e nada poderá deter a avalanche de energia que se despende no momento, propiciando amor e sabedoria a todos nós. Daqui por diante, retiros e santuários, escolas de mistérios e templos da Grande Fraternidade Branca trabalharão em colaboração mais estreita e abrirão suas portas aos que estiveram prontos para escalar a Vereda da Luz.
Estes esconderijos e retiros misteriosos têm sido, na realidade, um mistério para o mundo exterior, e têm operado em segredo para que a humanidade, em sua ignorância e superstição, não os tomasse de assalto e os destruisse. As diversas ordens espalhadas pelo mundo têm trabalhado para que os Estudantes da Vida sejam atraídos para a América do Sul, e o conhecimento, que antes era privilégio dos iniciados, seja aos poucos dado a conhecer ao povo em geral.
Um dia vou contar como surgiu cada raio, cada escola, como se desenvolveu e foi escolhida a cor de cada raio, e como os alunos faziam tranças da cor do raio em que estavam; como surgiram os 33 rishis, os kumaras, os 24 anciões e como eles cresceram junto com a humanidade sem contudo interferir no desenvolvimento do ser humano, mas nos ajudando com conhecimento adquirido mediante proteção dos Irmãos Maiores, ou, como também são chamados, Hierarquia Branca do Himalaia, Grande Irmandade Branca, GOM (Governo Oculto do Mundo), Fraternidade Branca Universal, Irmandade dos Sete Raios, Ordem do Manto Dourado, Loja Branca, Loja Oculta, Maçonaria Secreta. Em suma, toda a Ciência Mística Experimental ou Suddha Dharma Mandalam.

ESTAR DESPERTO

Um trecho do excelente livro “Vazio Luminoso” de Francesca Fremantle.

"Um ser vivente é uma combinação temporária de vários elementos, sempre mudando, assim como um rio é composto de incontáveis gotas de água, nunca permanecendo estático mesmo pelo menor momento imaginável de tempo. 

O sentido de continuidade que temos dia após dia, que experimentamos como um estado estático de ser, é na verdade um processo dinâmico, um fluir contínuo. Simplesmente não há necessidade de um ser, funcionamos perfeitamente bem sem ele. Nós somos esse fluir, a dança da vida, sem fixação ou solidez. Não precisamos procurar por alguém atrás disso.Ao mesmo tempo, existe uma verdade profunda em nossa busca por uma essência. Nossa essência é a potencialidade para a iluminação, “tathagatagarbha” em sânscrito, o embrião do buda, muitas vezes chamado de a natureza de buda. 

Assim que essa potencialidade começa a se manifestar, é conhecida como “bodhichitta”, o coração ou mente que desperta. De início, como bodhichitta relativo, ela é a aspiração em direção a iluminação para si e para todos os seres; finalmente, como bodhichitta final, é o próprio estado de estar desperto, o coração e a mente finalmente despertos.

O todo da existência não é nada mais que a natureza onipresente de buda. Ainda assim, falar da natureza de buda, mente de buda, buda primordial e assim por diante pode mais uma vez dar a impressão de algum tipo de substância ou entidade, quando na realidade isso está completamente além de todos os conceitos e não pode ser descrito por qualquer analogia.

É a condição de estar desperto: o estado budico, de despertar, da vigília. Não pode pertencer a ninguém; não é seu ou meu, mesmo que algumas vezes falemos vagamente dessa maneira. Realiza-se pelas pessoas individuais e se manifesta através das pessoas individuais e se manifesta através das pessoas individuais, no entanto não é pessoal ou individual..
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A dificuldade é que não podemos evitar pensar nisso como sendo nosso, e portanto distorcê-lo completamente.
Neste ponto vamos de encontro ao aspecto prático e emocional do que significa o ser: não é apenas um princípio abstrato, mas alguma coisa que nos toca muito profundamente. Nós instintivamente pensamos “esta é a minha natureza de buda” ou “este é o meu ser verdadeiro” sem abrir mão realmente do ser limitado, pessoal.
Ainda assim, não somos apenas nada. Não desaparecemos quando entramos na ausência de ser. Acreditar nisso seria niilismo, uma visão que o Buda condenava. Ele disse inclusive que o niilismo era mais difícil de superar do que o extremo oposto de acreditar em um ser eterno. Quando o ser é transcendido, a presença ainda está lá, o mundo ainda está lá, e a experiência ainda está lá. Alguém tem de estar lá para comunicar a verdade, para manifestar o amor e a compaixão, e para realizar atividades iluminadas.
(…) Portanto o grande ser transcende tanto o ser quanto a sua negação; ele passa completamente além do alcance de nossas concepções ordinárias de ser e de não ser. É uma condição de total paradoxo, que a mente conceitual, dualista, não consegue abranger.”


 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A ESTRADA






Existem tantos seres que se dizem pobres porque não desfrutam de bens materiais. Só é pobre na terra que é pobre da graça divina, pobre da luz de Deus. Mas mesmo esses por bondade do Criador, podem, a qualquer momento, obter essa graça, bastando para tanto que a Deus se cheguem.



São amplas e claras as estradas que te levam a ele, irmão. Segues um caminho que sabes ser o certo, mas em determinado momento ponto da jornada imaginas que poderias encurtá-lo e tomas um atalho; só muito além compreende que errastes e procuras ansiosamente a ampla estrada que trocaste pelo atalho. Não a encontraras assim facilmente. Gastarás tua energia e ferirás teus pobres pés na ansiosa busca. Faz-se tarde. Dirás em desalento:



__ Já não mais conseguirei retornar àquela estrada que, sei me levaria um dia ao caminho do Criador.



Não desanimes. Soubesses tu, irmão, quantos altos mentores espirituais aptos a elevados ensinamentos, diretores de milhares de seres desencarnados em recuperação espiritual passaram por isso e mais ainda do que tu estás passando.



Muitos tentaram acertar e erraram. Outros erraram decididamente. Mas, cada qual a seu tempo e com o fruto de seu esforço, trabalho e capacidade foram retornando à estrada, e, com devotada fé, hoje ajudam milhares de irmãos a retornar à luz do caminho.



Por isso eu te peço: Se saístes da estrada, busca a volta. Se nela nunca entraste, busca-a avidamente. Não, não é a mais suave de se caminhar. Mas que importa saber o sofrimento e o esforço que farás para chegares a ela, quando sabes que essa é a estrada da salvação?



Dirão alguns ingenuamente: Mas como encontrar esse caminho, essa estrada que me levarás aos pés de DEUS?



Tu a encontraras. Irmão, no sorriso que dás ao inocente, na mão que estendes caridosa, no suor de teu rosto, no teu trabalho produtivo, na bondade que dás graciosamente, na oração que elevas ao Pai em favor dos desvalidos, no amor que cultivas dentro de ti, amplificando-o para melhor poder amar teu semelhante.



Dentro de ti mesmo está a ampla e clara estrada. Com teu amor a encontrarás, com teu trabalho poderá caminhar sobre ela e quanto mais caminhares, mais clara e mais bela se tornará; flores e perfumes colherás ao longo do caminho e as amorosas sementes que fores deixando florescerão e se farão frondosas árvores e quanto mais caminhares, mais luzes encontrarás. E, um dia, essa estrada que começaste a pisar na terra te alçara ao astral e belo mundo, para ti desconhecidos, se descortinarão ante teus olhos deslumbrados. E abençoarás o dia em que conheceste a verdade.

Fomos criados. Irmãos, para, em provas e expiações, alcançarmos a perfeição junto ao Pai. Busquemos, pois, essa perfeição na paz que vive dentro de nós, no perdão e no amor.



Ora contrito ao Pai todos os dias; faz por melhorar-te, corrige-te antes, e depois amorosamente, tenta corrigir teu semelhante.



Lembra-te que, o que não conseguires com rispidez, facilmente conseguirá com preces e com amor. Que a luz divina faça-se sempre mais brilhante e que por ela possamos ser iluminados.



Assim seja.



ATANÁSIO.





A mensagem acima foi extraída do Livro Veredas Espirituais do espírito do Irmão Atanásio, psicografada pela médium Iris Bassani Cobo.

O EU SUPERIOR






Você é um ser composto por muitas partes. É um absurdo pensar que a alma é limitada em qualquer sentido. A alma não é humana. Ela é formada por vibrações e frequências que estão alám do reino físico. Cada vibração e cada frequência tem uma aparência diferente. Seu corpo está na parte mais baixa de sua alma. Ele é denso e se move devagar. Na parte mais elevada se encontra a sua parte mais pura. É o seu “Eu Superior”.



O Eu Superior é sua verdadeira natureza divina. Ele conecta você diretamente aos domínios espirituais e transcende sua consciência limitada. O Eu Superior é um eu de alegria, de amor, de compaixão, de felicidade. Ele contém os elementos mais virtuosos e não poluídos da sua alma que estão apenas esperando para serem descobertos e expressos. Toda vez que você diz “eu te amo” para outra pessoa, traz à tona elementos do e Eu Superior.



O Eu Superior é diferente do “eu inferior”, ou “eu do ego”, porque este é parte do ser “humano” O eu do ego é completamente focado em si mesmo. Se for mal utilizado ou estiver desequilibrado, fica aprisionado nas ilusões do mundo físico e deseja coisas que não pode ter. Há inúmeras pessoas que se empenham durante toda a vida em acumular riquezas, acreditando que isso lhes trará felicidade verdadeira. eo que acontece?

Apesar da fortuna amealhada, estão permanentemente insatisfeitas. Por mais que conquistem os objetos de seu desejo, experimentam uma sensação constante de vazio. Se essas pessoas se dispusessem a doar a maior parte do que possuem para beneficiar os mais necessitados, suas almas se sentiriam satisfeitas, porque a doação incondicional vem do Eu Superior.



Será que é assim tão difícil abandonar os desejos inferiores do ego e tomar consciência dos elementos mais elevados do seu verdadeiro eu?

Lembre-s: antes de mais nada, você já é espírito! Seu Eu Superior já existe. Em um nível profundo você sabe disso. De certo modo, vai apenas tomar consciência de uma realidade existente. O caminho para um estado de consciência mais elevado pode ser facilmente conquistado por meio da prática constante da meditação. Se você seguir o programa com regularidade, poderá transcender os aspectos inferiores de si mesmo e elevar suas vibrações.

Juntamente com a meditação, também acredito que seja benéfico rodear-se de coisas de que voc^egosta. Eu, por exemplo, amo a natureza, e por isso procuro sempre estar ao ar livre, em contato com coisas que me dãoalegria. A Lei Unioversal de que “os semelhantes se atraem” é a chave para compreender que o ambiente que nos cerca nos influencia de formas profundas e iluminadoras. Regar meu jardim e plantar flores me eleva a um estado de beleza e unidade com o Universo ao meu redor.



( do Livro “Espíritos entre nós”, de James Van Praagh)



A BUSCA DA SÍNTESE

Ó nobre príncipe, há dois caminhos que levam à Perfeição. O primeiro é o caminho do Conhecimento, e o segundo é o da Ação. Uns preferem o primeiro, e outros, o segundo desses caminhos; sabe porém que, considerados superiormente, ambos são um só caminho.” (Bhagavad Gita, III,3)


Caros:

A Visão de Mundo de uma pessoa, nem sempre poderá ser julgada por suas opiniões pontuais a respeito deste ou daquele assunto. Verdade que, grosso modo, as pessoas se dividem entre “realistas” e “idealistas”, práticas e sonhadoras, topistas e utopistas. Nisto, o grau de materialismo e o imediatismo, ou senão de espiritualidade e distanciamento, inerentes a cada um, tende a matizar estas posições.

Porém, em alguns casos –bastante raros, infelizmente-, se procura um equilíbrio entre estas duas tendências. Aí é que teremos os melhores resultados, alcançando uma harmonia entre o “real” e o “ideal”. O equilíbrio é uma coisa transformadora, porque dá profundidade de visão às coisas. O exemplo dos olhos, aliás, é bem ilustrativo. A visão de um só olho não dá perspectiva ou profundidade, enganando o observador que se vê limitado nas suas ações, a partir dos seus próprios limites de percepção. No simbolismo do Tao, notamos que a combinação de Ying e Yang origina dois outros princípios mais equilibrados. Esta cosmologia se repete no caso dos Quatro Elementos. Por esta razão, tal visão profunda também é chamada de Visão circular ou visão-da-quintessência.

Esta é, contudo, uma situação deveras rara, como dissemos, e demanda muito treinamento e aprendizado. O Caminho-do-Meio é dito ser a grande via da evolução –tão difícil que é chamada pelos budistas de “andar-na-navalha”-, e ele cresce e se afirma à medida em que recebemos a experiência dos contrários e as harmonizamos dentro e fora de nós. Para facilitar isto, tem sido apresentado o Inventário Dimensional, que demonstra os opostos a serem equilibrados, tais como:

1. Passado & Futuro = Eternidade

2. Interior & Exterior = Infinitude

3. Masculino & Feminino = Bem-Aventurança

4. Superior & Inferior = Iluminação

Tal coisa pode ser se relacionada a Iniciações, e já deixa bastante claro, que não existe senda de evolução sob o preconceito. A realização do aqui-e-agora se faz pela Síntese dos elementos.

Assim, estudar o passado e se preocupar com o futuro, prepara o nosso presente Eterno.

Da mesma forma, valorizar a vida interior sem descurar do mundo externo, concede o dom-de-mundo que conduz à Infinitude.

Logo, respeitar o gênero externo em direta atenção ao gênero interior, produz o amor que se traduz em Bem-Aventurança.

E enfim, prestar atenção à mensagem do maior juntamente com a necessidade do menor, traz o entendimento que redunda na Iluminação.



na PAX

Luís A. W. Salvi – LAWS

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http://textoslaws.blogspot.com/







__._,_.___

domingo, 14 de novembro de 2010

CONSCIÊNCIA DE CULPA - JOANA D'ANGELIS


A consciência de culpa atinge o mundo íntimo da criatura,


na qualidade de um autêntico flagelo.



A partir do momento em que se instala, desequilibra as

emoções e pode levar à loucura.



A consciência pesada evidencia uma certa imaturidade

psicológica, pois denota que a pessoa agiu em descompasso

com seus valores ou ideais, ou o fez sem refletir, em um

rompante.



O indivíduo por vezes se permite comportamentos incorretos,

que lhe agradam às sensações, para posteriormente se auto-

punir, entregando-se a arrependimento estéril.



A ciência dos erros passados pune com rudeza o infrator,

perante si próprio, mas não o corrige para o futuro.



O cumprimento de uma penitência, embora constitua evento

doloroso, nada repara e por isso não traz a plenitude

psicológica curativa promovida pelas ações positivas.



O que foi feito não mais pode ser impedido ou evitado.



Disparada uma flecha, ela segue seu rumo.



Se uma ação foi ruim, o importante é reparar os danos

que causou.



Todo homem que se considera fraco, não desenvolvendo

esforços para fortalecer-se, torna-se de fato débil de

forças.



É um sinal de covardia e infantilidade justificar um

erro com auto-flagelação, sem sanar as conseqüências,

tornando a ele na primeira oportunidade, sob a alegação

de fraqueza.



É nobre assumir o próprio equívoco, meditar serenamente

sobre ele, arcar de forma corajosa com seus efeitos e

repará-los do modo mais perfeito possível.



O difícil processo de reverter os resultados de um ato

indigno tende a ser eficiente antídoto para novas

experiências.



Tome-se o exemplo de uma mulher que voluntariamente

faz um aborto.



Sua consciência pesa e ela pode desenvolver neuroses

variadas, mantendo a mente focada no agir equivocado, a

essa altura irremediável.



Mas essa mulher também pode, de modo muito mais proveitoso,

dedicar as horas de seu tempo dispensando amor e cuidados

a crianças órfãs.



Ela teve a desdita de rejeitar o filho que Deus, em sua

infinita sabedoria, lhe confiou, mas nada a impede de adotar,

por filhos do coração, os pequenos desamparados do mundo.



O tempo aplicado nessa tarefa é infinitamente mais útil do

que se for perdido em lamentações.



Além de desempenhar, de certa forma, a missão materna que

lhe estava destinada, o contato com a infância desvalida

pode sensibilizá-la para as inefáveis bênçãos da maternidade.



Tudo isso tem o condão de funcionar como medida preventiva

de novos desatinos.



Por outro lado, o remorso inativo e estéril, ao desequilibrar

a personalidade abre as portas para os mais diversos

equívocos, dos quais nada de bom resulta.



A partir do momento em que se elege como meta uma vida d

paz, com a consciência tranqüila, há um preço a ser pago: a

perseverança no dever.



Dignidade, harmonia, equilíbrio entre consciência e

conduta não ocorrem ao acaso e nem se podem improvisar.



Tais virtudes devem ser conquistadas no dia-a-dia, mediante

seu perseverante exercício.



Mas, em face de dificuldades para agir corretamente, por

uma atitude viciosa encontrar-se muito arraigada, há sempre

um derradeiro recurso: a oração.



Deus dispõe de infinito manancial de paz, sempre à

disposição de suas criaturas, desde que estas o busquem com

sinceridade e fervor.



O homem manifestando a firme intenção de resistir ao mal, a

divindade por certo o fortalecerá no bem, pois foi o próprio

Cristo quem afirmou: "pedi e obtereis".



[Joanna de Ângelis]

[Divaldo Franco]

[Momentos de Saúde]

[Editora LEAL]




O que acontece após a nossa passagem.....

Primeiro, fiquem certos, meus amigos, de que a vida realmente continua após o que vocês chamariam de “morte”, e na realidade não há morte como vocês a conhecem. Há de fato um processo de renascer, mas renascer novamente para o seu verdadeiro eu Espiritual e reunir-se a Deus. Deus, com o seu amor incondicional e sabedoria, deseja que vocês saibam disto.

A reencarnação é, portanto, um fato. Nós somos extensões de nossa alma que continuamos reencarnando inúmeras vezes em nossa busca para compreendermos as nossas verdadeiras identidades como filhos e filhas de Deus. Na realidade não há tal coisa como a morte. A morte é uma ilusão do sistema terrestre de pensamento do ego negativo. Vocês são neste momento no tempo almas que vivem temporariamente em um corpo físico. Em média cada alma já experienciou o renascimento cerca de 250 vezes, por esta razão somos todos especialistas nisto. Algumas almas podem até ter vivenciado 3.000 encarnações!

Esta é a Escola da Terra e é importante que vocês se lembrem de que a sua alma escolheu vir aqui a fim de aprender e principalmente se ajustar através de suas interações com ela e com os outros. A Escola da Terra é uma experiência incomparável para este propósito e é a melhor universidade possível para a alma se experienciar e evoluir mais rapidamente.

É por isto que escolhemos vir aqui. Sua vida foi planejada por vocês antes que vocês chegassem aqui e teriam escolhido os seus pais, amigos, ambiente, empregos, etc... de acordo com o seu plano Divino de que experiências vocês precisariam vivenciar para a evolução de suas almas antes de nascerem aqui. Inúmeros espíritos aguardam pacientemente a sua oportunidade de renascerem, portanto, é muito importante que vocês compreendam como vocês são afortunados e privilegiados por estarem aqui, e viverem a vida o mais plenamente possível e não desperdiçarem nenhum momento!

Agora, uma vez que a sua alma realizou este plano Divino, ela pode escolher retornar ao Espírito, e a fim de fazer isto, a alma precisa retornar novamente aos planos internos (céu) e o único modo de atingir isto é abandonar o denso corpo físico da terra. Quando vocês retornam ao Espírito, a sua individualidade não é perdida e vocês são as mesmas pessoas naquele lado que eram neste lado. A única coisa que vocês perdem é o seu corpo físico e o corpo etérico. Naturalmente, vocês gravitarão a um plano de consciência de acordo com o crescimento de sua alma e isto significará que vocês então habitam em um corpo espiritual que será ou Astral, Mental, Emocional, Búdico, Átmico, e/ou um Corpo Ascensionado de Luz novamente, dependendo de seu nível de evolução.

Lord Krishna, no Baghavad-Gita, disse que “Aonde vocês irão quando morrerem é determinado pelo último pensamento em sua mente antes da morte.” Isto é verdadeiro, e assim toda a vida é uma busca em realidade de morrer com o pensamento de Deus na mente. O mesmo processo acontece quando se vai dormir à noite. Aonde se vai durante o sono é determinado pelo último pensamento na mente. Se alguém assiste ao noticiário antes de dormir, provavelmente terminará onde a última “área perigosa” estiver no planeta. Se passarmos alguns momentos

antes de dormirmos, meditando, orando ou lendo material Espiritual, então, provavelmente nós terminaremos nos Planos Celestiais da existência durante o estado de sono. Paramahansa Yogananda, o grande santo da Índia, disse que as pessoas ao fizerem a transição ou a morte, será uma maravilhosa experiência se elas tiverem a mais leve porção de crença e propósito espiritual em suas vidas.

Somente aquelas pessoas que estão completamente afastadas de suas almas e que são completamente materialistas e egoístas que vibrarão nos Planos Astrais Inferiores.

No momento da morte, e uma vez que a sua alma tenha tomado a decisão que ela deseja de retornar aos Planos Internos da Consciência, o Filamento de Vida, o filamento da Consciência, e o Antakarana (tubos de luz que os conectam ao Divino e ao seu eu superior) todos se retiram novamente para a Mônada de sua Alma (ou Eu Superior). A sua alma então passa por uma experiência de “Bardo” de três dias, como abaixo:

O Bardo interage nos 3 dias que se seguem à verdadeira experiência da morte do corpo físico. Fase 1 do Bardo é o momento exatamente anterior à morte quando a extensão da  alma (vocês) se verão na pura e esplêndida Luz de Deus. Todas as almas vêem esta  luz, apesar do seu nível de progresso ou de evolução espiritual. É DA MÁXIMA IMPORTÂNCIA NESTE MOMENTO SE PERMITIR A FUSÃO COM ESTA LUZ. Fundir-se a esta luz é se permitir se fundir com Deus. Lembrem-se do que eu disse anteriormente no Baghavad-Gita: aonde iremos ao morrermos é determinado pelo último pensamento na mente antes de morrermos. Nós devemos, portanto, permitir que o derradeiro pensamento em nossas mentes seja somente o de se fundir com a luz. Problemas podem ocorrer quando as pessoas não são educadas sobre a ciência da morte e de morrer, e não sabem sobre a pura Luz de Deus; assim elas podem perder esta oportunidade grandiosa. Por que elas perdem esta magnífica oportunidade? Por muitas razões. A primeira é que elas não sabem que elas pretendem se fundir à Luz, assim não o fazem. A segunda razão é que noções religiosas pré-concebidas do medo da Luz. Terceira: muitas pessoas quando morrem, são também drogadas por médicos. Outras podem ser tão materialistamente identificadas que Deus é a última pessoa em sua mente. Outras podem estar tão preocupadas com as suas famílias ou questões de bens ou patrimônio e outras com preocupações e medos. A maior razão, entretanto, é uma compreensão errônea básica desta importante ciência.

Fase 2 do Bardo lida com o processo se a extensão da alma (vocês) perdeu a oportunidade de se fundir à pura Luz de Deus inicial e lhe é dada uma segunda chance. Esta luz secundária é reduzida um pouco e não é tão brilhante e pode ser mais confortável. A fusão com esta Luz ainda possibilita a avançar no desenvolvimento espiritual.

Fase 3: Nesta fase, as duas primeiras oportunidades foram perdidas e a extensão de alma (você), usualmente passa por um período de 3 dias revendo a sua vida. Esta terceira fase foi freqüentemente chamada de “O Vale do Julgamento”. Este não é um julgamento no sentido da palavra do ego, mas, preferivelmente, quando se revê a vida, ela é vista com uma clareza espiritual que a extensão da alma provavelmente não tinha antes da experiência do Bardo. Este processo de revisão não é absolutamente assistir a um filme, é mais como reviver realmente os momentos fundamentais da vida. A coisa singular em relação a esta experiência, é que se tem a oportunidade de restabelecer e de tirar proveito das lições
perdidas. A terceira fase do Bardo é um teste espiritual. Como se realiza, determinará para que dimensão e nível se gravitará após deixar a experiência de Bardo. Deus nunca julga a personalidade, a extensão da alma (você) está se julgando.

O próprio Mestre Jesus disse: “Na casa do meu pai há muitas moradas”, e realmente há. Há cidades espirituais com mais prazeres da vida que vocês experienciaram aqui na Terra, exceto que as coisas que não servem, não são necessárias. Por exemplo, comer e beber não são mais necessários, pois vocês não mais habitam em um corpo físico. Não há necessidade para o transporte público, poluição, drogas, álcool. Há muitos trabalhos e instituições de aprendizagem, mas não há mais qualquer necessidade para advogados, etc...Vocês podem, entretanto, criar qualquer coisa que desejarem e se isto significa comer ou beber, então que assim seja.

Eu agradeço aos Mestres Ascensionados Djwal Khul, Lord Kuthumi, Jesus, Sananda e Joshua David Stone pela informação acima.

Retirado do site: “I am healing with Angels